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Empresários da construção civil destacam retomada do setor

Apesar da crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos, o setor da construção civil em Uberlândia segue em expansão. A Caixa Econômica Federal (CEF) tem, desde 2015, novas diretrizes da tornaram a concessão de crédito mais criteriosa. O G1 ouviu algumas construtoras da cidade que afirmaram que os negócios apontam retomada em 2019.

Os representantes do segmento em Uberlândia acreditam que o crédito está mais "responsável", o que traz sustentabilidade ao setor e protege a rentabilidade dos negócios.

Segundo o gestor regional Triângulo da MRV, Frederico Dias Marques, a construtora tem em Uberlândia 4.400 unidades contratadas para lançamento nos próximos três anos e estima um crescimento de 6% nas vendas em 2019 na comparação com 2018.

“A pujança da região faz o setor continuar forte e o mercado em Uberlândia ainda é bastante promissor. Por isso, seguimos com novos investimentos e projetos para a cidade”, afirmou.

Segundo ele, o crivo da Caixa para concessão de crédito é uma ferramenta que pode trabalhar a favor do mercado. “Não percebemos restrição de crédito, mas sim uma responsabilidade maior na tomada”, disse o gestor, acrescentando que já há um movimento de contratação de profissionais por parte da construção civil no primeiro semestre de 2019.

Também otimista, o diretor comercial da Realiza Construtora, Plauto Humberto Nascimento Filho, afirma que 2019 já se mostra como um ano de recuperação que dará base a um crescimento expressivo em 2020. “Até o ano que vem lançaremos 1.600 unidades na cidade”, informou.

Para o empresário, o momento é propício para quem quer investir em imóveis. “É um bom momento para a compra do investidor, e isso já movimenta os nossos negócios neste semestre”, disse.

Plauto Filho completa que, para o foco da Realiza, os critérios da Caixa não prejudicam as vendas. “Nosso produto tem um padrão mais elevado, no qual o cliente dá uma entrada maior e não costuma ter problemas em adquirir crédito”, explicou.

Confiante no mercado local, o diretor da Elglobal Construtora, Rogério Funaro, projeta retomada. “Em 2018, o setor estava praticamente estagnado. No primeiro semestre de 2019 percebemos que o mercado de imóveis começa a reagir”, afirmou.

Segundo Furano, o mercado de Uberlândia continua promissor e com um bom potencial de crescimento. “A diversidade de setores produtivos como indústria, agronegócios e serviços da cidade atraem todos os anos novas empresas e pessoas, o que aquece o ramo imobiliário”.

Caixa aponta aumento na concessão de crédito

O G1 também consultou a Caixa Econômica Federal em Uberlândia para saber como estão as concessões de crédito para o setor imobiliário local.

De acordo com o gerente regional da Construção Civil do banco na cidade, Ubiratan Lima Oliveira, entre janeiro e maio deste ano houve um aumento de 5% na concessão de crédito para o segmento, em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Desde 2015, há uma orientação de critérios mais firmes para evitar inadimplência e, na verdade, isso só ajudar o setor a crescer com sustentabilidade”, afirmou.

A Caixa anunciou no início do mês a redução nas taxas de juros do financiamento para compra de imóveis. O banco também apresentou novas possibilidades para renegociação de empréstimos em atraso.

Para os empréstimos concedidos por meio do Sistema Financeiro de Habitação, a taxa passou de TR (taxa referencial) +8,75% para TR +8,5%, ou seja, queda de 0,25 ponto percentual. “Certamente, isso vai aquecer o mercado, principalmente para a classe média”, completou o gerente.

Representantes do setor apoiam crédito seguro

Para o presidente do Sindicato Patronal das Empresas da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), Efthymios Panayotes, há uma transição saudável no modelo de tomada de crédito para as compras imobiliárias. “O crédito está mais responsável e esse rigor precisa existir para que sejam honradas as capacidades de pagamento”, defendeu.

Na mesma linha, a delegada regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Clara Sueli Borges Landim, acredita ser necessária a análise mais criteriosa para o crédito. “A inadimplência que tomou conta do setor nos últimos anos se mostrou muito negativa para a economia. Por isso, os bancos precisam se proteger”, completou.

"Tchau Aluguel"

O programa de habitação da Prefeitura de Uberlândia, "Tchau Aluguel", destinado a famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 2.600 (faixa 1,5 do Programa Minha Casa Minha Vida), foi impossibilitado de ser executado, conforme divulgado pelo G1.

Apenas 123 famílias das 10.761 inscritas foram aprovadas como aptas na triagem inicial da própria Prefeitura e na análise de crédito da Caixa Econômica Federal.

Após a primeira triagem de perfil e interesse feita pelo município, somente 1.216 foram encaminhadas para análise da Caixa e, deste total, só as 123 foram aprovadas pelo banco.

Conforme o assessor municipal de Habitação, Carlos Antônio Silva, o processo de análise de crédito está cada vez mais rigoroso. “Sobre isso não temos controle, pois tudo é feito por algorítimos de forma automática e qualquer detalhe no histórico da pessoa impede a aprovação”, explicou.

 
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